sexta-feira, 25 de novembro de 2011

The Black Friday Experience

Então, claro, faz mil anos que não escrevo ou mando notícias, né... desculpem por isso. Na verdade nem me lembro a última vez que escrevi, então nem sei o que tem acontecido desde o dia que escrevi... se bem que aqui não acontece muita coisa mesmo; o lugar é tão parado que se chover dá dengue. O frio tá apertando meesmo; agora tá bem ameno, 12º lá fora, mas dentro de casa tem aquecedor, e tal, então o pior é só na hora de sair - especialmente porque o tempo tá diferente do lado de fora, aí não sei se tá muito frio ou não.. ontem foi osso. Vou contar minha historinha de Thanksgiving.
Feriadão essa semana, saímos da escola cedo na terça-feira. Cedo, assim, 2h26, tipo meia hora antes do horário normal, né, mas eles chamam de "short day". A temporada de basquete começou na sexta-feira passada, e essa semana teve o Turkey Tournament (hehe turkey, thanksgiving...). Não fomos no jogo segunda-feira, mas fomos terça. Não torci, porque de manhã tinha passado mal na escola, aí a enfermeira me disse que era melhor eu ficar sentadinha mesmo, school spirit da arquibancada. Na quarta-feira foi mais legal, fomos com a roupa, e tudo. Não errei tanto, que me fez ficar até feliz, considerando que nunca temos treino, aí não adianta que eu não tenho um santo me falando os passos. Mas tudo bem. Quinta não teve jogo, Thanksgiving day. Hum. Fomos ao cinema antes de ir às compras. Saímos de casa 20h30; assistimos Amanhecer de novo. DE NOVO. Juro que se tivesse qualquer outro filme em cartaz eu assistia sozinha mesmo. Já vi três vezes, em UMA semana que o filme tá em cartaz. Ah, antes do filme fomos comer, porque acho que minha mãe e minha irmã ficaram um pouco traumatizadas com o meu quase episódio da quinta passada.
Acabou o filme e fomos pro Walmart, onde as promoções da Black Friday já tinham começado - alguns lugares só abririam meia-noite, outros às cinco da manhã. Entramos, olhamos, saímos; tava um inferno. 25 de Março na época de natal. Gente brigando mesmo pelos produtos. Fomos pra outra loja, mas também não compramos nada lá. A fila pro caixa começava na porta de entrada da loja mesmo. Aí fomos pra Best Buy. Quer dizer, pra fila da Best Buy. Porque o povo começou a fazer fila na manhã da quinta feira. Tava parecendo estréia de Crepúsculo mesmo. Gente com barraca armada, cadeira, resto de comida (papel/copos/etc do McDonald's e afins, claro) no chão, coisa que eu nunca tinha visto aqui, porque jogar lixo no chão é crime, né, e aqui todo mundo leva isso muito a sério mesmo. Mas voltando ao assunto; estávamos na imensa fila pra entrar na Best Buy. Ah, era quase uma da madrugada. Tava com tanto frio que tava tudo doendo - fazia mais ou menos 1.6º. Um-ponto-seis. E eu de calça jeans e jaqueta. Nem pra idiota lembrar de usar luvas. Pelo menos eu tava de cachecol...
Esperamos pouco menos de uma hora pra entrar. Comprei tudo da minha lista, blablabla, encomendas, e tal. Meu laptop foi, na minha humilde opinião, uma pechincha mesmo. Empolguei. Sabe quando a gente vê uma coisa, e o mundo para... eu ouvia cantos de aleluia e olha, como tá baratinho... mas na fila do caixa desisti de várias coisas, e mesmo assim, queridos mamãe e papai, agradeçam que só existe uma Black Friday por ano. Cheguei à conclusão de que eu não poderia morar nos Estados Unidos. Minhas compras de natal gastariam meu 13º, 14º, 15º salários e não sei mais quantos (apesar de que aqui não existe 13º salário... vai ver o povo aqui planta árvore de dinheiro mesmo; vi um cara saindo da Best Buy com quatro televisões LCD, 42''. Presentes de natal, me fala o sujeito).
Saímos da Best Buy às três da matina, pra ir tomar café da manhã e ir esperar o shopping abrir, às cinco. Tinha fila de espera , e depois de quase uma hora esperando, durante a qual estávamos do lado de dentro, mas um entra-e-sai de gente de dois em dois minutos trazia uma corrente de vento que não era de Deus não. Pra ficar mais especial, é claro que a mulher pulou nosso nome, passou mil pessoas na nossa frente - e não dava pra saber quem chegou primeiro, maior confusão, até que minha mãe foi reclamar da demora. A mulher ainda pergunta se tínhamos certeza que ela não tinha chamado a gente. Não, pamonha, a gente tava gostando mesmo de esperar e decidiu ficar mais um pouquinho. Comemos, e quando deu umas dez pras cinco fomos embora pra esperar o shopping abrir. Aí minha mãe atende o celular e saímos correndo do restaurante. Só entendi o que tinha acontecido quando chegamos no hospital.
Já devo ter contado pra maioria das pessoas que meu pai tem umas horas de trabalho estranhíssimas, de 6 às 6; às vezes de dia, e às vezes à noite. De quinta pra sexta ele estava no turno da noite, e minha mãe recebeu uma ligação dos colegas de trabalho dele, que tavam indo pro hospital. Não sei muito bem o que aconteceu, mas parece que no ano passado ele teve a mesma coisa, no mesmo dia. Pelo que eu entendi, eles o levaram pro hospital quando ele começou a ter convulsões, e acho que depois desmaiou, não sei direito. Mas então. Estávamos eu, minha irrmã e minha mãe esperando, porque chegamos antes deles. Não vi meu pai chegando, parece que na hora que eu fui ao banheiro eles chegaram... minha mãe entrou e fiquei esperando com minha irmã. Nana buscou a gente às sete, e minha mãe ainda estava lá dentro. Eu e minha irmã viemos pra casa, pra dormir, porque tínhamos que ir pra outro jogo à tarde. Saímos de casa pouco antes de uma hora da tarde. Minha mãe tinha vindo pra casa, mas foi só um pulo e ela voltou pro hospital. Ela buscou a gente do jogo e fomos pra casa da Nana pro jantar, e voltamos há umas três horas. Minha mãe foi direto pra cama, a hora de visita acabou, e os médicos não a deixariam passar a noite lá. Ela ficou direto, né, sem dormir por acho que 36 horas. Mas parece que vai ficar tudo bem, e a mesma coisa aconteceu no ano passado. Achei que não devia ficar perguntando, né, mas pelo que eu entendi, estão fazendo testes pra ver por que aconteceu a mesma coisa, exatamente um ano depois.
Agora tô aqui deitada na cama, caindo aqui na frente do computador... vou dormir, que meus olhos já tão virando aqui. Mil beijos, amo todos vocês.
-Livia

Um comentário:

  1. Livinha, ainda bem que você é filha da Angela e já passou por uns perrengues parecidos, como por exemplo, 25 de março, 10 horas de congestionamento para chegar à praia para o Reveillon... cosas básicas assim, agora, 3 vezes Amanhecer na mesma semana.... isso eu estou de prova que sua mãe nunca fez nada parecido.....beijo querida, te amamos também.

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