sábado, 17 de dezembro de 2011

Tô ficando sem criatividade. Hoje vai sem título mesmo.

Olha, tô puta da vida. Mesmo. Não sei se é minha TPM, mas hoje quase apelei. Faço tudo que me pedem. Vou onde me pedem pra ir. Carrego as compras. Lavo a louça. Cozinho. Levo copo d'água na mão. Carrego a porcaria da caixa que ninguém mais quer levar, e que aliás, não tem nada meu dentro. E não me importo, mesmo, mas às vezes é legal falar "obrigado". E tem coisa que me irrita, mas não falo. Pra não brigar, né. E quando me perguntam se tá tudo indo bem, tá ótimo. Não que eu esteja reclamando, mas acho que todo mundo tem direito de ficar de mal com a vida de vez em quando, né? Sei bem que tive muita sorte, e tal, saí com uma família maravilhosa e amo todos eles, mas sempre tem aquela coisa que a gente acha os defeitos das pessoas depois de um tempo né... e preciso mesmo desabafar. Porque me dá nos nervos. Não é só isso de ser mal agradecido e não saber "por favor"e "obrigado", não só pra mim, mas essas crianças não têm a mínima noção de respeito. E o pior é quando você vê uma coisa e não pode nem falar, porque não cabe a mim apontar os erros, afinal, não é da minha conta. Mas que dá vontade de virar e dar um safanão, ah, isso dá.
Desde quando se responde "não" quando sua mãe te manda fazer alguma coisa? A mãe fala "faz isso" e o menino responde "quero ver se você me força". Se fosse a minha mãe, não precisava falar duas vezes. Ela vinha e me forçava mesmo, ué. E eu ainda ganhava uns hematomas de presente. Mas aí duvido que eu diria isso de novo. E quando sua mãe te põe de castigo e te proíbe de brincar com o videogame - que, aliás, foi comprado dois dias depois que você mesmo derramou refrigerante no que você tinha, e não foi exatamente um acidente - você brinca mesmo assim? E aí a mãe não faz nada mesmo. Ou um menino de 8 anos que chega em casa reclamando que teve um dia 'cheio', ou que acha que tá fazendo um favor de ir fazer a lição de casa - que eu, aliás, ajudo, com a maior boa vontade. E milhares de outras coisinhas que nem vale a pena ficar descrevendo. Não aguento criança melequenta que sai batendo o pé. Me lembro de quando eu saía batendo o pé, e meu pai me mandava voltar e andar de novo, com educação. Ah, como eu odiava... mas depois de um tempo parei. Devo ter tido meus momentos, especialmente quando aborrescente, mas meus pais me consertaram direitinho. A última foi hoje, há alguns minutos - aguentei o menino o dia inteiro, o mau humor que eu tô hoje, e aí o pirralho me fala alguma coisa como o tal cachorro vale mais que a sua cara...?! Deu vontade de mandar ir à merda mesmo. Eu, que quase não falo palavrão, nunca mandei ninguém pra lugar nenhum, pelo menos não falando sério... faço tudo que me pedem, aí vem me falar que tô abaixo do cachorro? Pqp né.
Descobri que prefiro conversar e ficar na companhia de adultos mesmo. Não que eu me ache a um nível superior e de um grau de maturidade incrível, mas criancice me irrita mesmo. Chega uma hora que a pessoa tem que crescer. E de verdade, não só achar que é adulta. Não quero falar nomes nem nada, mas vou falar assim mesmo. Eu não sou o tipo de pessoa de ficar falando mal dos outros, mas que se dane, hoje vou falar mesmo. Tô nem aí, do jeito que uma vez por mês sou ainda mais grossa do que o normal. E hoje tô pouco me lixando mesmo. Se tem coisa que me irrita, é gente achando que é adulto. Espero mesmo que eu não seja assim, porque sei bem que eu gosto muito de achar que estou certa, Deus sabe como, mas acho que sei reconhecer que sou ainda uma criança e não sei de tudo, e tal. Normalmente a gente tem essa fase com 13, 14 anos, e sei muito bem que a minha foi insuportável. Mas não aguento mesmo, a pessoa precisa ouvir um "prestenção".  O caso aqui é meio diferente; como já falei e refalei pra muitos, tem uma certa obsessão aqui com Crepúsculo. Olha, já tô por aqui com Crepúsculo, e olha que eu mesma era fã. A trilha sonora é o único CD no carro. O filme de toda ida ao cinema. Mas isso é outra história, e uma bem mais cômica e leve. Ainda dá pra rir. Mas voltando ao assunto, a minha irmã acha que é a Bella e minha mãe também. Acha que a filha é a Bella, digo. Sabe quando a gente afirma e reafirma uma coisa só porque na verdade, quer o contrário? Ou quando você diz que odeia isso sobre você mesma, mas na verdade só quer ouvir os outros dizerem o contrário... Diz-se "sou tão estúpida" na esperança de que alguém diga como você é inteligente. Ou "odeio ter o cabelo de tal jeito" só pra que alguém fale que seu cabelo é lindo. Pois é. Já cansei de ouvir como a pele dela é branca, o que é de verdade, ou como ela é desastrada - essa me irrita mesmo, porque ela é um pouco mesmo, mas tem aquelas vezes que tropeça de propósito. Juro. E já entendi que você é desajeitada, mas precisa repetir a cada cinco minutos? Outra coisa. As mãos da minha irmã são incrivelmente pequenas. Mas precisa falar tanto disso? "Não, não olha pras minhas mãos", enquanto segura as mãos no alto, caso alguém ainda não tenha visto. O que me deixa mesmo muito chateada, porque quando ela tira essa "máscara" ela é, mesmo, uma pessoa muito legal. Só que eu só a vejo de verdade de vez em quando. É a pessoa vivendo na mentira, porque esquece de atuar às vezes. Acho que isso acabou se incorporando a ela - os livros surgiram em 2005; e meu palpite é que ela decidiu que ia ser assim e ponto; já faz 6 anos, né. Mas de onde surgiu a Bella nessa história - quem leu o livro sabe que a personagem pensa como uma pessoa de 'meia-idade', é independente, cuidadosa, séria, sei lá mais o quê. Mas minha irmã acha que é adulta mesmo. A conversa do outro dia foi algo assim: "...blablabla, eu sou uma adulta, mãe" "Não, você ainda não tem dezoito anos." "É, mas na cabeça eu já nasci com 35 anos" "Hahaha, verdade." E eu "WTF"? Pensei, só, é claro. Mas tinha aquela vozinha na minha cabeça querendo sair e falar "Você é a adolescente mais adolescente que eu já conheci na vida, e você tem exatamente 16 anos, de qualquer ângulo que eu olhe." Acho que só de falar isso a pessoa já mostra a imaturidade. E tá nas brigas com o irmão, na falta de respeito, no achar que o mundo gira em volta de si. O que é outra coisa que me irrita profundamente na maioria das pessoas (bom, dos alolescentes, no caso) da minha escola, especialmente. A pessoa que acha que tem direito a isso e àquilo. Quem acha que tá fazendo tudo que pode, e os outros que se ajeitem. Que tudo tem que vir pra você. Quem não tem noção de que as coisas têm que ser conquistadas, e que você precisa fazer por merecer. Como minha mãe diria, tudo é venha a nós, e o vosso reino, nada. A escola é ridiculamente fácil; as respostas são dadas, literalmente. As pessoas se acostumam. Quando não se precisa, pra quê se esforçar?... e o desrespeito com os professores. É uma das coisas que acho mais ridículas. Pra mim, é falta de safanão de mãe e pai. Não sou em prol de violência não, mas todo mundo sabe que às vezes não tem jeito mesmo... levei muita chinelada na vida e não fez mal. Ah, a outra coisa que me irrita. Minha irmã acredita mesmo que ela rala pra caramba. A menina não abre um livro pra estudar. A desculpa que sempre ouço é a falta de tempo, já que ela faz tanta coisa aqui em casa, limpa, lava roupa (que é a coisa mais ridícula, porque não tem nem de pendurar em varal nenhum ou separar antes de jogar na máquina...) etc etc... só quando a mãe implora, claro. E de cara feia. Mas fica assistindo televisão até duas da manhã, e é a primeira coisa que faz quando chega em casa - aliás, a televisão vive ligada. VIVE ligada, literalmente. A preguiça de ir apertar o bendito do Power, e fica o Gasparzinho assistindo. Ah, se dona Angela estivesse aqui, o discurso de "ô vontade de pegar um machado e quebrar essa maldita dessa televisão" ia aparecer em dois minutos. Aliás, penso que se mamãe e papai estivessem aqui não iam aguentar mesmo. Porque ser for pra eu escolher, escolho os meus pais e o jeito que eles me criaram mesmo, com todos os castigos e palmadas... me parece que deu certo.